sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Uma questão de identidade

Há sítios que fazem para sempre parte de nós.

Como o sitio onde passávamos férias em adolescentes, por exemplo... Para mim, Ponte de Lima será sempre muito especial por isso... mesmo que hoje não me diga nada ou diga pouco porque quando vou lá já não tenho os meus amigos à minha espera, nem idas ao rio, nem saltos da ponte...

Os sítios vão mudando conforme vamos crescendo e vivendo mas farão sempre parte de nós e da nossa vida!

Gosto muito de passear e de voltar aos locais onde sou feliz! Fazem o coração bater mais depressa e aumentar de feliz que está! :)


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

10/12

Afinal, apesar de tudo, mãe de 4 ainda consegue ler :)

E livros grandes! Este tem 900 e tal páginas e, só algumas pessoas compreenderão, é um Ken Follet!

O tema é a Primeira Grande Guerra que é um dos que mais me apaixona e é tão giro, tão giro que entramos na história como se de uma novela se tratasse...

Este ano desafiei-me para ler esta trilogia enorme e o primeiro já está! :)


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quem acompanha!

No sabado, depois do casamento, apanhamos um pequeno susto com a Mafy.

Deitamo-nos sossegadinhos e passado uma hora acordei com a Mafy com uma tosse horrivel e cheia de falta de ar.

Liguei para a linha de saude 24 e aconselharam a ir a urgencia. O hospital mais proximo era o hospital de Setubal e do sitio onde estavamos demorava-se uma hora a chegar.

Assim sendo, la foi o JP com ela dado que eu para todo o lado onde vou tenho um apendice. E surge uma boa questao: quem deve acompanhar as criaturas ao medico? O pai ou a mae?

Ca em casa, quem tem esse papel normalmente sou eu, mas se eu tiver alguma coisa que nao possa adiar ou se der mais jeito ir o pai nao me importo nada. Pelo contrario, que o JP pergunta sempre os pormenores todos e tem sempre interesse em ver de onde vem as coisas e isso tudo.

Mas é mais normal ser a mae a acompanhar as criancas as consultas.

Entretanto a Mafy teve uma laringite, fez aerossol, voltou para casa e ficou bem!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fechar de ciclo

O meu primo mais velho que faltava casar, casou este fim de semana!

Casou com uma moça russa pelo que o casamento foi bem divertido.

Ele havia vodka para toda a gente, matrioskas e foi bem giro!

Houve dois gestos que se fazem nos casamentos russos e que achei muito giros. 

Num, no fim dos noivos trocarem as alianças trazem um bolo e cada um dos noivos tem de tirar um pedaço com a mão. Quem tirar o pedaço maior será quem manda em casa. Foi ela que tirou, claro!

Depois deitam um pouco de sal em cima do bolo e oferecem ao outro para comer. E ouve-se alguém dizer: que este seja o ultimo sal que oferecem um ao outro, a partir de agora só doces.

Depois numa outra altura as mães têm cada uma, uma vela acesa e acendem uma outra que está na mão da noiva acompanhada de um texto sobre a felicidade do casal. 

E pronto, o meu primo já casou!!! Eheheheh!


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Um dom!

Há pessoas que têm Deus na voz... (não é o meu caso 😊) tenho o privilégio de conhecer algumas e de, às vezes ter a benção de ouvir algumas como se estivesse no céu...

Gosto muito de musica, sempre gostei, e se há coisa que gosto é de ir no carro e ouvir musicas bonitas!

Esta é uma das que me enche o ouvido!


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia dos avós...

... confesso não ligar muito a este dia...

Quando era miúda não me lembro de o festejarmos, talvez porque como é em plenas férias do verão a escolas não ligassem muito...

Mas ontem recebi o mail da APFN com a mensagem para este dia e achei-a de uma beleza tão profunda, tão verdadeira e tão intimista que tenho de partilhar (se calhar são só hormonas :P )

DIA DOS AVÓS
            Mensagem    


Hoje é o dia deles. Que apesar das dores de costas levam os netos às cavalitas. Que os levam de carro à escola, à ginástica, à música, ao inglês e ao fim do mundo se for preciso. Que se preocupam se um casaco é suficiente para o frio que faz lá fora, ou se os pequenos estão a apanhar demasiado sol. É o dia deles, que se esquecem da chave ou da carteira, mas nunca do que prometem aos netos. É o dia de quem nunca nega colo, dia dos que inundam a cozinha de cheiros maravilhosos e nos enchem os pratos, mesmo quando não conseguimos comer mais (estás muito magrinho/a!). É dia dos avós! Dos pais com açúcar. Dos que, curvados ou direitos, dão a mão aos netos para atravessar a estrada da vida. Sem eles, os pais teriam a vida muito dificultada. Eles que sabem desacelerar, para tomar atenção ao quanto os netos crescem e mudam todos os dias. Que têm rebuçados e mimos escondidos pela casa, uma moedinha para um gelado ou um conselho para todas as ocasiões. Desengane-se quem pensa que os avós são velhos! Têm alma de jovem, sobretudo quando estão com os netos! Aprenderam a lição da paciência e sabem fazer tempo.
A APFN saúda todos os avós, simplesmente pela sua presença na vida dos filhos e dos netos. Pela gratuidade com que os assistem. Pelo amor incondicional e pelo papel incontornável que têm nas nossas vidas, não só como suporte emocional ou financeiro mas sobretudo como educadores e como a rede familiar que falta a tantos. Juntos somos família. E precisamos cada vez mais de uma cultura de família, onde cada um tem o seu papel. Onde cada um é valorizado e respeitado como é. E na hora da velhice, quando o cansaço já não permite correr atrás, saibamos desacelerar por eles também, dar-lhes a paciência que eles sempre tiveram connosco. Pois é dando que se recebe. E quem melhor que os avós para nos ensinar essa lição de vida!
Bem-haja a todos os avós!
Que seria de nós sem (a)vós?!


terça-feira, 25 de julho de 2017

Licença de paternidade!

Defendo a importância que pai e mãe têm para a educação de um filho.
E, para mim, esse papel na educação, começa quando são pequenos, logo nos primeiros dias de vida.
Sempre quis assistir aos partos, sempre quis estar presente nos primeiros dias e nas primeiras semanas de vida dos meus filhos.
Tal como a mãe já disse, a quantidade de dias que fui gozando divergiu de filho para filho, pela legislação da altura e pela época do ano em que estamos.

Para mim, uma das coisas mais importantes que existem nestes dias em que estamos em casa é de ajudarmos as mães a encontrar o seu papel de ser mãe. Quer queiramos quer não, nesta fase, o principal papel que muda é sempre o de mãe! Ou porque o passa a ser, ou porque deixa de ser de um só filho, etc, etc.
Por isso, em primeiro lugar, para mim, sinto que me compete estar na retaguarda, atento ao que é preciso.

Assim, quando nasceu a primeira filha, o papel foi muito "maior" com essa filha que acabou de nascer: a mãe dá de mamar, o pai põe a arrotar; o pai dá o banho e a mãe fica a ver; ficamos os dois a babar para cima do bebé.
Quando nascer o 2º, senti que o meu papel nessa área ficou mais reduzido. E concentrei-me em dar atenção à mais velha. Garantir que sentia o menos possível. Com uma visão de "fora" ver quando é que a mãe lhe devia dar atenção e dizer: hoje vais tu dar banho à mais velha e eu fico com o bebé. 
E à medida em que eles vão nascendo (tipo cogumelos!) sinto que, nesta primeira fase em que o bebé que chega é altamente dependente da mãe, o meu papel passa por equilibrar "as contas com os mais velhos". Aliás, como já disse outra vez, uma coisa fenomenal que acontece é, de noite, na maior parte das vezes eu só acordar com as mais velhas e a mãe só acordar com o bebé.
Além disso, por saber que o desgaste da mãe vai ser maior quando eu voltar a trabalhar, tento aliviar um pouco nessa fase em que estou em casa, ficando mais vezes com ele: a aturar birras e choro, porque sei que daí a uns dias, não vai haver outro colo para ele poder ir.

Por fim, outra questão essencial nestes dias que o pai e a mãe estão em casa é o de namorar! Conversar muito. Aproveitar quando o bebé está a dormir para falar. Aproveitar para almoçar juntos. Para passear (dentro da possibilidade da mãe e do bebé). Aproveitar essa fase para nos encontrarmos os dois, porque depois com o regresso ao trabalho primeiro de um e depois de outro e ao encontrarmo-nos só ao final do dia, com 3 crianças carentes de atenção, um bebé com cólicas e vontade de mamar, casa para arrumar, roupa para lavar e loiça para pôr em ordem, fica menos tempo disponível para nos encontrarmos como casal. Por isso, é importante encontrarmo-nos agora.
E sentimos que o temos feito muito bem!

Depois de tudo isto, há ainda uma quesito fulcral: é que, apesar de tudo (os momentos maus, os stresses, as dificuldades, os dias de fugir...) quer eu, quer a mãe gostamos muito do que fazemos! 
Assim, apesar de sairmos da preguiça de casa, não é assim tão mau voltar a trabalhar: porque podemos marcar a diferença onde estamos. Cumprir com a nossa parte para a construção da sociedade e isso também nos deixa felizes!