terça-feira, 17 de outubro de 2017

A crescer!

Hum?! Que leite cor de laranja é esse que tens aí mãe?


É para eu provar? Deixa cá ver?


Hum... é um bocado diferente... um bocado esquisito!


Deixa-me provar com a minha mão!


Afinal é bom! Estranha-se mas depois entranha-se! :)


A jogar às escondidas

As minhas filhas estão numa fase em que se divertem imenso a jogar ás escondidas...

Se fechar os olhos consigo ouvi-las a correr e a dizer: 123 Guigas não salva ninguém!

Tão estranho poder fazer um paralelismo entre um jogo e a nossa vida. Estes fogos, esta confusão toda que o nosso país tem vivido parece, de facto, um jogo.

Não fosse tão grave e tudo o que se tem dito na televisão daria vontade de rir.

Eu sinto-me chocada... profundamente chocada com tudo o que vejo e oiço... 

Em Junho senti empatia com as pessoas que morreram. Eram famílias, como a minha que estavam em sítios giros a passar férias, fins de semana, como eu também estive com os meus e que ficaram ali. Mas pronto, era uma situação excepcional, nunca antes vista, bla, bla...

Agora, arderam sítios que são parte de mim... o Chão do Rio onde estivemos há menos de um ano e onde queria mesmo voltar e São Pedro de Moel... S. Pedro de Moel é como se fosse a minha terra! Onde íamos/vamos todos os anos, recuperar forças, respirar ar puro (que já não há...)

Fecho os olhos e ouço contar... parece que está na altura de nos escondermos outra vez.

Porque é isso que fazemos... escondemo-nos a trás de um voto, ou de uma não ida ás urnas, elegemos pessoas que se preocupam a sério com coisas pouco sérias e que não querem, nem estão dispostas a proteger-nos.

E nós, o que fazemos? Escondemo-nos... deixamos estar, até daqui a quatro meses termos as televisões cheias de alarvidades e este sentimento outra vez.

Não sei se vai ser desta que vou pôr mãos à obra. Na realidade, nem sei muito bem o que poderei fazer e reconheço que também sou boa a esconder-me nestes momentos... se há coisa que sei é reconhecer quando também tenho a minha dose de culpa.

Infelizmente, ainda vamos ouvir muitas vezes:

123... este governo não salva ninguém! 





sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Encerrar o centenário

Parece um bocado estranho mas nunca tinha ido a 12 de outubro a Fátima... e mesmo o 12 de maio não tenho bem a certeza se havia ido ou não.

Este ano, o 12 de maio era obrigatório ia lá o Papa Francisco. Fomos vê-lo, claro.

Decidimos ir também ontem... foi tão bom!


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Todos estamos a Caminho

E é bem verdade!
 
Já vi este musical duas vezes... na primeira fiquei só a avaliar, à espera da surpresa, de ver o que aí vinha.
 
Ontem fui novamente e saboreei muito mais. Já sabia as musicas, já sabia a história e pude reparar nos pormenores. Nas coisas que na primeira vez não vi...
 
Da primeira vez saí com a interrogação se alguma vez voltaria a peregrinar a pé a Fátima... ontem nem pensei nisso... Pensei que muitas vezes temos coisas na nossa vida que são para nos pôr a pensar e que se mudarmos de vida, isso é estar a caminho.
 
Não sei o que move cada um, se é fé, se é fezada, se é esperança ou desejo de superação, caminhar para Fátima, além de devoção é Amor e eu sei que só o Amor nos salva, a caminho e rezando!



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Foi ontem!

O aniversário do meu João Pedro!

Meu amor para sempre!

Mais que palavras para escrever partilhámos o dia! 

Estivemos juntos, em família (a só nossa e a alargarda) porque quando entraste na minha vida não sonhava que seria tão mais completa contigo!

Parabéns! 

Pelo aniversário, por quem és, por quem me ajudas a ser, por quem somos e quem educamos.

Amo-te! E espero podermos partilhar muitas vezes este dia!

À nossa! ;)



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

13

Mais um!

Os livros do Nicholas Sparks são daqueles que se lêem sem parar. Embora não tenha sido das minhas histórias preferidas, li-o rápido e é uma história típica dele :)


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Coisas bonitas!

Na sexta-feira o Pe. Ricardo faria 45 anos...
 
No Estoril eternizou-se a sua passagem por lá com uma rotunda com o seu nome... foram muitas pessoas que estiveram presentes e mostraram as saudades que tinham. Eu também...
 
A seguir rezámos o terço!
 
Quase tocámos o céu!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Ano Novo!

Lá foi a nossa Guigas desdentada para o 2º ano! :)

Ontem fiz uma maratona a forrar livros mas o entusiasmo de a ver com o material novo e cheia de vontade de recomeçar aquece o coração e faz-nos sorrir!

Um bom ano letivo para todos! :)


Fica a experiência!

No fim de semana fomos em família comemorar os nossos 9 anos de casados.

Já tínhamos marcado há imenso tempo, e a curiosidade era alguma, e foi desta que fomos ao Zmar.

Andava para aí tudo a falar do sitio e várias bloggers e a curiosidade era muita!

Ora bem, na realidade venho com um feeling agri-doce...

Chegámos lá sexta-feira à noite, e sendo aquilo enorme, o nosso bungallow ficava nos confins da herdade e o cartão não abria a porta. Ligámos para a recepção que mandaram lá um senhor, mas o senhor demorou meia hora a chegar (literalmente, não estou a exagerar).

Depois trocou as pilhas do sensor. Cada sensor leva quatro pilhas o que por aí já não me parece nada ecológico. 

Em relação às instalações, ao espaço em sim, o pequeno almoço - que é por turnos para evitar as confusões - está muito engraçado e bem conseguido. A piscina é enorme, tem uma piscina de ondas bem divertida, tem imensas atividades - jogos, danças e macacadas - tem um espaço de crianças com um parque enorme muito giro e com umas diversões que são mais para os pais do que para os miúdos.

O nosso bungallow tinha uns problemas com as venezianas que estavam estragadas e o chuveiro também estava partido mas ligámos para recepção e vieram logo tratar de minimizar os danos.

Onde há uma grande falha, na minha opinião, é nas informações que prestam aquando do check-in. O Zmar tem várias especificidades que não há noutros sitios e que devem ser bem explicadas. Por exemplo, qualquer compra que queiramos fazer temos primeiro de carregar um cartão, depois gastamos (tipo escola, estão a ver?) e à saída devolvem o remanescente que lá esteja. Esta parte não nos foi explicada de todo...

Outra coisa, que para mim também falha é que são muito ecológicos e têm ecopontos por todo o lado, mas dentro do bungallow não tenho nada onde possa separar o lixo. Só existe um caixote e eu não levei vários sacos de maneira a fazer a separação do lixo...

Resumindo e baralhando, o sitio é muito giro, está muito bem pensado, mas é um conceito, na minha opinião, caro para aquilo que é e com o qual não me identifiquei ao ponto de ficar maravilhada.



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Isto de crescer também é giro!

Não sei muito bem qual é a panca dos miúdos mas a Guigas andava há séculos a desejar que lhe caíssem os dentes.

Ainda por cima na escola tinha imensos colegas a quem já caíram três e quatro dentes e a ela, nada!...

Pois que ontem caiu o primeiro dente!

Guardou-o debaixo da almofada e não é que a fada apareceu? Deixou-lhe uma bandolete e dois elásticos! Ele gostou e está feliz porque está a crescer!


P.S. É só para avisar que a fada só aparece quando cai o primeiro dente e não dá dinheiro nunca. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Um dia bonito :)

Há 9 anos o dia acordou assim... feliz!

Na realidade, o meu coração pertencia-te desde sempre, mas há nove anos passei a ser inteiramente tua!

Se me pedissem para escolher uma foto, escolheria a do nosso abraço :) como todos os abraços que demos ao longo destes anos e em que sempre senti que tinha chegado a casa.

O teu aconchego, o ritmo do teu coração, o calor do teu corpo, tudo em ti me leva a encontrar-me a mim mesma!

Sei que pode parecer lamechice muito do que fazemos e do que vivemos, mas contigo até a lamechice faz sentido :) e dou por mim a desejar que seja dia 7 novamente e a pensar qual será o próximo presente!

A caminhada que temos feito, a família que construímos e os sorrisos que mostramos são como este abraço: o mais genuino de nós mesmos!

Amo-te!


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

12/12

Prova superada!

E que supero! 

Li a maior trilogia de sempre! Em tamanho e em história! Aconselho vivamente qualquer pessoa a ler... É fantástica a forma como Ken Follet descreve as Guerras Mundiais, a vivencia da separação devido ao muro de Berlim. A ascensão dos países e da sua importancia no mundo.

Os livros são os três muito bons, os personagens fantásticos, como se fosse uma novela... vao deixar saudades!

Com este livro, cheguei ao numero de livros que queria ler este ano e por isso também esse desafio foi superado! :)




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Coisa nunca vista...

... cá por casa...

Uma coisa estranha, que nunca havia sucedido e que até mexe um bocadinho com o sistema :P

A barriga até dá voltas!

Fomos comprar o material escolar e... pasmem-se!!!

Comprámos uma mochila de rapaz (Eish.... a malta da igualdade de género a trepar às paredes!)

Verdade! Existe mochila de rapaz e mochila de menina... as de menina são cor de rosa e ás flores e com princesas (todas as que tivémos até agora) e as de rapaz são azuis, do homem aranha e dos cars (que é a que nós comprámos!)


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A grande novidade

A Mafy está uma crescida!

Já não usa fralda :)

O deixar a fralda foi relativamente fácil... já nos tínhamos apercebido que na escola ela já estava a deixar, mas em casa não pedia nunca para ir a sanita e também não insistimos.

Assim que fomos de férias dissemos-lhe que ia passar a usar cuecas e que tinha de pedir para ir à sanita. Descuidou-se umas três vezes... a partir daí pediu sempre.

Depois diz que não quer usar cueca nem na sesta, nem à noite... arriscámos e também não faz!

O mais difícil tem sido o cócó... como tem de estar um pouco à espera acaba por se retrair e depois não faz e depois tem vontade e pede para ir fazer umas vinte vezes antes de fazer mesmo... às vezes acaba por fazer nas cuecas... ainda assim tem corrido bem, estamos orgulhosos!

A nossa Mafy está uma crescida!


11/12

Quando nos colocamos um objetivo que achamos ser difícil e nos apercebemos que estamos mesmo a conseguir concretiza-lo fica aquela sensação de júbilo que enche o coração.
 
No ano passado tinha-me colocado como meta ler este ano no verão a big trilogia do Ken Follet... sabia que seria um grande desafio e por isso não sabia se estava à altura.
 
Depois, sabendo que ia ter um bebé pequenino em casa durante o verão ainda achei que seria mais difícil mas até tem estado a correr bem.
 
O segundo livro é sobre a segunda guerra mundial, os personagens principais são já a segunda geração e apesar de ser o livro mais pequeno tem 828 páginas... é dose! A história é muito gira, muito bem escrita e revela muito do sofrimento que se viveu por causa dos nazis.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Uma questão de identidade

Há sítios que fazem para sempre parte de nós.

Como o sitio onde passávamos férias em adolescentes, por exemplo... Para mim, Ponte de Lima será sempre muito especial por isso... mesmo que hoje não me diga nada ou diga pouco porque quando vou lá já não tenho os meus amigos à minha espera, nem idas ao rio, nem saltos da ponte...

Os sítios vão mudando conforme vamos crescendo e vivendo mas farão sempre parte de nós e da nossa vida!

Gosto muito de passear e de voltar aos locais onde sou feliz! Fazem o coração bater mais depressa e aumentar de feliz que está! :)


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

10/12

Afinal, apesar de tudo, mãe de 4 ainda consegue ler :)

E livros grandes! Este tem 900 e tal páginas e, só algumas pessoas compreenderão, é um Ken Follet!

O tema é a Primeira Grande Guerra que é um dos que mais me apaixona e é tão giro, tão giro que entramos na história como se de uma novela se tratasse...

Este ano desafiei-me para ler esta trilogia enorme e o primeiro já está! :)


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quem acompanha!

No sabado, depois do casamento, apanhamos um pequeno susto com a Mafy.

Deitamo-nos sossegadinhos e passado uma hora acordei com a Mafy com uma tosse horrivel e cheia de falta de ar.

Liguei para a linha de saude 24 e aconselharam a ir a urgencia. O hospital mais proximo era o hospital de Setubal e do sitio onde estavamos demorava-se uma hora a chegar.

Assim sendo, la foi o JP com ela dado que eu para todo o lado onde vou tenho um apendice. E surge uma boa questao: quem deve acompanhar as criaturas ao medico? O pai ou a mae?

Ca em casa, quem tem esse papel normalmente sou eu, mas se eu tiver alguma coisa que nao possa adiar ou se der mais jeito ir o pai nao me importo nada. Pelo contrario, que o JP pergunta sempre os pormenores todos e tem sempre interesse em ver de onde vem as coisas e isso tudo.

Mas é mais normal ser a mae a acompanhar as criancas as consultas.

Entretanto a Mafy teve uma laringite, fez aerossol, voltou para casa e ficou bem!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fechar de ciclo

O meu primo mais velho que faltava casar, casou este fim de semana!

Casou com uma moça russa pelo que o casamento foi bem divertido.

Ele havia vodka para toda a gente, matrioskas e foi bem giro!

Houve dois gestos que se fazem nos casamentos russos e que achei muito giros. 

Num, no fim dos noivos trocarem as alianças trazem um bolo e cada um dos noivos tem de tirar um pedaço com a mão. Quem tirar o pedaço maior será quem manda em casa. Foi ela que tirou, claro!

Depois deitam um pouco de sal em cima do bolo e oferecem ao outro para comer. E ouve-se alguém dizer: que este seja o ultimo sal que oferecem um ao outro, a partir de agora só doces.

Depois numa outra altura as mães têm cada uma, uma vela acesa e acendem uma outra que está na mão da noiva acompanhada de um texto sobre a felicidade do casal. 

E pronto, o meu primo já casou!!! Eheheheh!


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Um dom!

Há pessoas que têm Deus na voz... (não é o meu caso 😊) tenho o privilégio de conhecer algumas e de, às vezes ter a benção de ouvir algumas como se estivesse no céu...

Gosto muito de musica, sempre gostei, e se há coisa que gosto é de ir no carro e ouvir musicas bonitas!

Esta é uma das que me enche o ouvido!


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dia dos avós...

... confesso não ligar muito a este dia...

Quando era miúda não me lembro de o festejarmos, talvez porque como é em plenas férias do verão a escolas não ligassem muito...

Mas ontem recebi o mail da APFN com a mensagem para este dia e achei-a de uma beleza tão profunda, tão verdadeira e tão intimista que tenho de partilhar (se calhar são só hormonas :P )

DIA DOS AVÓS
            Mensagem    


Hoje é o dia deles. Que apesar das dores de costas levam os netos às cavalitas. Que os levam de carro à escola, à ginástica, à música, ao inglês e ao fim do mundo se for preciso. Que se preocupam se um casaco é suficiente para o frio que faz lá fora, ou se os pequenos estão a apanhar demasiado sol. É o dia deles, que se esquecem da chave ou da carteira, mas nunca do que prometem aos netos. É o dia de quem nunca nega colo, dia dos que inundam a cozinha de cheiros maravilhosos e nos enchem os pratos, mesmo quando não conseguimos comer mais (estás muito magrinho/a!). É dia dos avós! Dos pais com açúcar. Dos que, curvados ou direitos, dão a mão aos netos para atravessar a estrada da vida. Sem eles, os pais teriam a vida muito dificultada. Eles que sabem desacelerar, para tomar atenção ao quanto os netos crescem e mudam todos os dias. Que têm rebuçados e mimos escondidos pela casa, uma moedinha para um gelado ou um conselho para todas as ocasiões. Desengane-se quem pensa que os avós são velhos! Têm alma de jovem, sobretudo quando estão com os netos! Aprenderam a lição da paciência e sabem fazer tempo.
A APFN saúda todos os avós, simplesmente pela sua presença na vida dos filhos e dos netos. Pela gratuidade com que os assistem. Pelo amor incondicional e pelo papel incontornável que têm nas nossas vidas, não só como suporte emocional ou financeiro mas sobretudo como educadores e como a rede familiar que falta a tantos. Juntos somos família. E precisamos cada vez mais de uma cultura de família, onde cada um tem o seu papel. Onde cada um é valorizado e respeitado como é. E na hora da velhice, quando o cansaço já não permite correr atrás, saibamos desacelerar por eles também, dar-lhes a paciência que eles sempre tiveram connosco. Pois é dando que se recebe. E quem melhor que os avós para nos ensinar essa lição de vida!
Bem-haja a todos os avós!
Que seria de nós sem (a)vós?!


terça-feira, 25 de julho de 2017

Licença de paternidade!

Defendo a importância que pai e mãe têm para a educação de um filho.
E, para mim, esse papel na educação, começa quando são pequenos, logo nos primeiros dias de vida.
Sempre quis assistir aos partos, sempre quis estar presente nos primeiros dias e nas primeiras semanas de vida dos meus filhos.
Tal como a mãe já disse, a quantidade de dias que fui gozando divergiu de filho para filho, pela legislação da altura e pela época do ano em que estamos.

Para mim, uma das coisas mais importantes que existem nestes dias em que estamos em casa é de ajudarmos as mães a encontrar o seu papel de ser mãe. Quer queiramos quer não, nesta fase, o principal papel que muda é sempre o de mãe! Ou porque o passa a ser, ou porque deixa de ser de um só filho, etc, etc.
Por isso, em primeiro lugar, para mim, sinto que me compete estar na retaguarda, atento ao que é preciso.

Assim, quando nasceu a primeira filha, o papel foi muito "maior" com essa filha que acabou de nascer: a mãe dá de mamar, o pai põe a arrotar; o pai dá o banho e a mãe fica a ver; ficamos os dois a babar para cima do bebé.
Quando nascer o 2º, senti que o meu papel nessa área ficou mais reduzido. E concentrei-me em dar atenção à mais velha. Garantir que sentia o menos possível. Com uma visão de "fora" ver quando é que a mãe lhe devia dar atenção e dizer: hoje vais tu dar banho à mais velha e eu fico com o bebé. 
E à medida em que eles vão nascendo (tipo cogumelos!) sinto que, nesta primeira fase em que o bebé que chega é altamente dependente da mãe, o meu papel passa por equilibrar "as contas com os mais velhos". Aliás, como já disse outra vez, uma coisa fenomenal que acontece é, de noite, na maior parte das vezes eu só acordar com as mais velhas e a mãe só acordar com o bebé.
Além disso, por saber que o desgaste da mãe vai ser maior quando eu voltar a trabalhar, tento aliviar um pouco nessa fase em que estou em casa, ficando mais vezes com ele: a aturar birras e choro, porque sei que daí a uns dias, não vai haver outro colo para ele poder ir.

Por fim, outra questão essencial nestes dias que o pai e a mãe estão em casa é o de namorar! Conversar muito. Aproveitar quando o bebé está a dormir para falar. Aproveitar para almoçar juntos. Para passear (dentro da possibilidade da mãe e do bebé). Aproveitar essa fase para nos encontrarmos os dois, porque depois com o regresso ao trabalho primeiro de um e depois de outro e ao encontrarmo-nos só ao final do dia, com 3 crianças carentes de atenção, um bebé com cólicas e vontade de mamar, casa para arrumar, roupa para lavar e loiça para pôr em ordem, fica menos tempo disponível para nos encontrarmos como casal. Por isso, é importante encontrarmo-nos agora.
E sentimos que o temos feito muito bem!

Depois de tudo isto, há ainda uma quesito fulcral: é que, apesar de tudo (os momentos maus, os stresses, as dificuldades, os dias de fugir...) quer eu, quer a mãe gostamos muito do que fazemos! 
Assim, apesar de sairmos da preguiça de casa, não é assim tão mau voltar a trabalhar: porque podemos marcar a diferença onde estamos. Cumprir com a nossa parte para a construção da sociedade e isso também nos deixa felizes!


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Licença de paternidade ( a do pai mesmo!)

Recuso-me a aderir à nova moda da licença de parentalidade porque pode ser gozada de igual forma pelo pai ou pela mãe...

Ela pode ser de facto ser gozada por um ou pelo outro mas a igual forma não existe :P

Polémicas à parte, o pai hoje regressou ao trabalho! Não tenho bem a certeza se foi igual com todas mas normalmente o JP fica em casa durante as primeiras três semanas, o que dá mais ou menos 15 dias úteis e depois os restantes a que tem direito fazemos como nos dá mais jeito em termos pessoais ou de trabalho.

O numero de dias da minha licença também varia conforme a altura do ano em que estamos e as mensalidades que temos ou não de pagar na escola... Parece um bocado parvo dizer isto assim quando, na realidade, devíamos fazer o que é melhor para a criança e faz muito bem à mãe e à criança estarem o máximo de tempo de juntos e isso tudo...

E eu concordo! Especialmente nos casos em que a mãe trabalha por conta de outrem, e quer esteja a trabalhar quer não alguém faz o trabalho dela e ela não tem de estar a pensar em mais nada se não na criatura e em dar-lhe de mamar.

Não é o meu caso... (por um lado infelizmente, mas por outro felizmente!)

Assim sendo, cá em casa as licenças gozam-se conforme dá jeito e normalmente com o telefone pendurado no ouvido e o e-mail a ser consultado muitas vezes. E isto é válido para a mãe e para o pai!

Ainda assim, prefiro viver estes momentos a dois do que sozinha. Gosto muito destas três semanas em que nos vamos gerindo e habituando a ter mais uma pessoa em casa. Desta vez aproveitámos para organizar a casa, coisas que ainda tínhamos pendentes da mudança há mais de um ano mas que nunca mais mexemos.

Fizemos planos para as férias, lemos, aproveitámos para descansar e também gozámos aquelas coisas típicas da licença: dar de mamar de três em três horas ou menos... não dormir... andar com a criatura que está a chorar e gemer ao colo... trocar 50 fraldas por dia... Tudo a que se tem direito!

Agora cabe-me viver estas coisas sem a preciosa ajuda do pai e o pai foi ganhar o nosso sustento que bem precisamos!



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Amamentação - algum segredo?

Na sexta fui pesar o miúdo!

A primeira vez que vamos pesar é sempre de grande expectativa... aquela cena de ver se está a engordar ou não :)

O Martim engordou 260 gramas!

As irmãs também engordaram sempre bem no inicio, mas isto da amamentação tem que se lhe diga! E é mais uma daquelas coisas em que há muita teoria, muita conversa, e compreensão pelas mãe muito pouca.

A Margarida engordou lindamente no inicio, quando chegou ali aos dois meses perdeu umas gramitas de peso... estão a  ver a cena, né? Primeira filha... eu tinha toda aquela lavagem cerebral de que dar de mamar é que é, o vinculo, os anticorpos, e tem de ser em exclusivo e beca beca... 

Senti-me péssima! Não conseguia que ela mamasse como deve ser, sentia uma pressão gigante só de desejar que ela engordasse e era uma cena minha... a pediatra com calma a dizer que era uma fase, que ia passar... optei por dar-lhe suplemento uma vez por dia. 

E ela voltou a engordar... e eu fiquei óptima, tanto que voltei a dar de mamar em exclusivo mas percebi que ganhei uma coisa de que precisava muito... a liberdade de não estar presa à amamentação 24 horas por dia. 

Vergonha! Qual é a mãe que não quer estar sempre colada à criatura? Qual é a mãe que fica bué feliz porque há um momento em que alguém pode dar um biberão à criatura para a mãe estar sozinha não sei onde, nem que seja na cama deitada? Pois! Mais uma coisa para me fazer sentir péssima!

No meio disto tudo, a Margarida acabou por mamar bem, até aos 15 meses, é uma minorca, ficou doente logo com um mês e portanto o meu leite nem lhe deu anticorpos, nem cresceu muito e pronto.

Esta experiência toda logo na primeira filha deu-me uma perspectiva diferente para as outras... estava mais numa de se mamar mama, se não mamar bebe biberão (também fui alimentada a suplemento e estou aqui...) 

A Matilde mamava em 2 minutos e engordava brutalmente. Sem stress algum do outro mundo, ao fim do mês apareceram-lhe umas manchas horrorosas na pele e tivemos de interromper para ter a certeza que não era eu que estava a passar a bicheza à miúda. Nessa altura bebeu suplemento durante 48 horas, mas retomou a mama normalmente e mamou até aos 9 meses. 

A Mafy ainda melhor... perdeu apenas 70 gramas quando saímos da maternidade e mesmo lá começou logo a mamar lindamente. Pegava lindamente na mama, mamava bem, esvaziava as mamas em 10 minutos e engordava impecavelmente. Foi com quem cumpri melhor todas as regras da amamentação e que mamou em exclusivo mais tempo, mas apenas até aos 6 meses. Quando começou a comer comida de gente achou que a mama já não era coisa que lhe assistisse.

O Martim foi muito mais difícil para começar a pegar na mama. Era trapalhão a pegar, umas vezes mama das duas mamas, outras só mama de uma. Umas vezes faz três horas outras faz mais e outras menos... ainda andamos aqui muito no limbo e por isso ver que engordou bem também me descansa.

Na maternidade disseram-me: olhe que não desista de dar de mamar a este, lá porque é o quarto filho! E eu: sim, sim! Mas realmente esta coisa da amamentação mexe um bocado comigo. É óbvio que se estiverem bem dar-lhes-ei de mamar, claro! (ainda que goste muito da ideia da liberdade de alguém lhes dar um biberão e eu poder estar no café), mas quando começa a correr mal também me deixa chateada o pensar que não estou a conseguir fazer uma coisa que é suposto ser natural...

Ai... coisas de mãe!




terça-feira, 18 de julho de 2017

Amamentação - diz o pai

Sobre o tema "amamentação" confesso que não tenho muita opinião formada.
De todos os temas sobre "ter um filho", provavelmente este é daqueles em que tenho menos opinião e vou mais "a reboque" das opiniões da minha mulher.
Uma vez que ela própria foi aperfeiçoando a opinião que tinha sobre o assunto, à medida que partilha comigo o que sente, vai-me fazendo sentido.
De um ponto de vista prático acho que:
a) é do senso comum que a amamentação tem os seus benefícios: transmite anticorpos, é prático, está sempre pronto, não tem custos;
b) pode causar: alguma ansiedade nas mães quando não aumenta o peso, podem não se sentir à vontade para amamentar em qualquer lugar, "prende-as" aos filhos, não podendo ficar mais de X horas longe deles;
c) é a desculpa ideal para todos os pais: só a mãe está a dar de mamar. Eu não posso fazer nada!

Assim, aquilo que temos defendido ao longo destes recém-nascidos é que:
a) a mãe tenta sempre dar de mamar. No início, vê como corre, como vai nascendo e até quando é que apetece (à mãe e ao bebé) ser amamentado;
b) dependendo do período em que vão para a escola, vai-se introduzindo sopa, papas, suplementos. Foi diferente com todos e por motivos variáveis. Neste também será assim. O que é importante em todo este processo é que a mãe não sinta esse peso horrível chamado culpa, por deixar de amamentar e, por outro lado, que não queira continuar a amamentar "custe o que custar". Enquanto ambos se sentirem bem, vai-se continuando: uma vez por dia, ou duas, ou três.
c) somos completamente contra aquela teoria do "se eu estou acordada a dar de mamar, tu também ficas acordado a olhar para mim!". Na Margarida - que era a primeira - eu ainda fazia a parte de colocá-la a arrotar, quando ela mamava e eu estava "por ali". Mas com o aumento de filhos isso foi passando. A mãe dá de mamar e eu fico com as outras crianças. Ou a preparar o jantar. Ou a deitá-las. Ou a dormir... Porque de todas as vezes tem existido um acordo tácito (nunca negociado ou se quer conversado) onde quando as mais velhas acordam de noite, sou eu que vou ver o que se passa na esmagadora maioria das vezes. Quando é o bebé, a esmagadora maioria das vezes é a mãe que trata dele.

Para mim, enquanto pai, este é um ponto onde acho que o mais importante é que a mãe se sinta bem!


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Domingo de passeio em família

Com uma família deste tamanho e tendo em conta que o elemento mais novo tem dias, pensar no que vamos fazer em família torna-se uma aventura...

Este domingo foi um dia enorme, mas acabou por ser óptimo...

Primeiro, o mais importante: fomos à missa!

A seguir, e depois de várias voltas por Sintra a tentar estacionar (de facto, a vila está a ficar caótica), fomos passear ao Palácio da Pena. O pai JP contou-nos a história dos reis e das rainhas que lá viveram, quem desenhou o palácio (nota-se que fiquei fascinada?) :)



Depois piquenique junto à Lagoa Azul, sentadinhos no chão, com sandocha e suminho. Um farnel mesmo à séria!



E a seguir praia em Cascais! Duas horinhas a lavar a vista, a sentir a água fria do mar com miúdas cheias de areia, mas onde ainda li um bocado do meu mega livro.

Ficámos cansados mas foi um dia bom!



quinta-feira, 13 de julho de 2017

E como temos passado?

Temos sobrevivido! :)

As noites, umas são mais fáceis outras menos e os finais do dia quando as manas chegam a casa são agitados.

De resto, temos feito muitas coisas e passeado :)




terça-feira, 11 de julho de 2017

E o peso? - Fala o Pai :)

O verão, por si só, já é altura de falar do peso das senhoras.
A gravidez e o parto é outro momento ideal...
Junta-se a isso, uma recente ciber-polémica, sobre uma mãe-conhecida, que teve dois filhos e que (pasme-se!) ainda tem barriga...
A minha querida mulher não é conhecida, mas reúne os outros dois tópicos, pelo que a sua barriga também é alvo de conversa interessante.
Como em tudo o que rodeia o mundo da maternidade, todas as pessoas têm sempre uma palavrinha a dar: "finalmente o rapaz? Lá conseguiu!"; "um casalinho, fica já despachado"; "4 filhos!! Mas onde é que tinham a cabeça?"; "4 filhos!! É isso, é preciso é crianças!"; "tantas crianças? São é malucos!"; "tantas crianças? São é corajosos"... E o rol continua.

Em relação à barriga não é diferente: "Já voltou a barriga ao mesmo? Como é que é possível?"; "Parece que está na mesma".

Quando tentamos dizer que não, ralham connosco e dizem "também, não pode querer tudo de uma vez"; "também foi só há X tempo..."

Sobre isso, acho que, realmente, a minha querida mulher ficou com mais barriga. Com mais rabo. Com mais peito. Com mais coxa. 
Mas também ficou com mais preocupação. Com mais horas de sono. Com mais olheiras. Com mais varizes.
E tudo isso acontece porque também ficou com mais filhos. Com mais amor. Com mais abraços. Com mais presentes do Dia da Mãe. Com mais alegrias. Com mais pessoas que ultrapassam conquistas. Com mais pessoas para transformar este mundo num lugar melhor. Com mais histórias para contar. Com mais experiência. Com mais pessoas para tomarem conta dela quando for velhinha. Com mais pessoas que lhe vão ligar durante o dia a contar novidades, a desabafar, a partilhar segredos. Com mais carinho. Com mais ternura. Com mais fotografias no quarto. Com mais pequeninos "nós".

Se tudo correr bem, nenhum de nós vai morrer novo e lindo de morrer (passo a expressão!). Se tudo correr bem a pele vai ficar enrugada, flácida e descaída. 
É feio, mas é o que esperamos: morrermos velhinhos. E nessa altura, se Deus quiser, estaremos velhinhos, enrugados e feios, mas teremos tido uma vida feliz  e estaremos rodeados de quem nos ama.
Por isso, só posso agradecer à minha mulher por "sacrificar" o corpo dela, envelhecendo-o antes do tempo natural, para que a nossa velhice seja gorda de amor! :)


segunda-feira, 10 de julho de 2017

E o peso?

Desta gravidez engordei 12 kg... foi a que engordei mais! 

Pela primeira vez na minha vida ultrapassei a barreira dos 60 kg e confesso que me sentia mesmo muito pesada. Os meus calcanhares doíam simplesmente de me pôr de pé em cima deles logo de manhã.

Parece um bocado estúpido falar assim quando existem não sei quantas pessoas com o drama do excesso de peso e que não conseguem mesmo emagrecer, enquanto as magras têm uma vida super facilitada podem comer qualquer porcaria, comer muito ou pouco que nada lhes acontece.

Com o passar dos anos fui aprendendo a lidar com esta questão da magreza, mas houve alturas em que a pressão de ser magra foi tanta que não sei se não seria o mesmo que sentem as obesas.

Antes de ser mãe o meu peso normal era 44 kg... podia comer muito, comer pouco, comer assim assim, comer comida muito saudável ou várias vezes no Mac, era aquilo e pronto...

Na ida às JMJ da Alemanha, já tinha perdido peso antes e como lá se come tão bem, vim de lá com uns 38 kg... os meus pais entraram em desespero, levaram-me ao médico: clínica geral, nutricionista, endócrinologista, carradas de análises e de exames à tiróide e umas papas para engordar... cheguei aos 47kg e cada kilo custou 100 €. Eu não era adolescente, tinha 22 anos e ainda bem que o meu pai pôde ajudar-me nisso.

Depois voltei aos meus normais 44 kg e mantive-me por aí. Na primeira gravidez engordei 9 kg  recuperei mais devagar (a cesariana é sempre mais difícil de recuperar) mas voltei aos 44 kg... Da segunda engordei uns 11 kg recuperei rápido (ao fim de três semanas vestia a minha roupa) e fiquei com 46 kg... Na terceira, engordei 9 kg recuperei ainda mais rápido (ao fim de 15 dias vestia a minha roupa) e fiquei com 48 kg.

Na quarta gravidez engordei 12 kg, pesei-me anteontem (menos de uma semana depois do parto) e já perdi 7 kg. E sei que já há pessoas a gabar a minha forma física e a minha barriga...

Mas esta "pressão" não é fácil de gerir. Ora bem, eu passei toda a minha vida a ouvir dizer que estou magra. Do género:

- Ah Olá! Não te via há tanto tempo! Tás tão magra!

A questão é que eu não estou tão magra... é eu SOU tão magra! 

Ninguém anda a dizer isso a uma gorda, pois não? Mesmo que seja verdade, parte-se do principio que a pessoa anda desleixada, anda a comer muito. Uma magra não está simplesmente a comer pouco, as magras à partida se estão muito magras é porque estão doentes! 

Com os anos fui aprendendo a gerir estes conflitos e a aceitar e a viver bem com o meu corpo (há sempre a dificuldade de não arranjar roupa para vestir, por exemplo) mas no fundo também soube ser psicóloga de mim própria e viver com isso. Por outro lado, também tenho um marido que me equilibra nisso e que me ajudou a aprender a comer e melhor que isso a aprender a gostar de comer.

Se me perguntassem que peso gostaria de ter? Gostava de ter o que tenho agora, estes 55 kg mas sem a barriga... sei que não vai acontecer mas se ganhar os 2 kg que costumei nestas ultimas gravidezes já posso sempre dizer que já posso dar sangue.



sexta-feira, 7 de julho de 2017

10/12

Mais um!

Entre dar de mamar e o JP ir buscar as miúdas à escola fui aproveitando os momentos todos para ler e devorei este livro.

Adorei!

Escrito de uma forma simples mas com uma história muito motivadora e bonita, conta a história de duas amigas de infância que se separam e depois voltam a juntar-se.

É muito giro!


quarta-feira, 5 de julho de 2017

9/12 e 9,5/12

Este post ficou por escrever antes de irmos para o hospital.

Uns dias antes do Martim nascer terminei o livro que estava a ler, o que se tornou chato porque quero ler aqueles calhamaços do Ken Follet e esses sao enormes nao dao jeito nenhum de levar para o hospital.

Ainda assim sobre este livro, dizer que senti que estava a ler poesia. A forma como a autora escreve e conta tres historias diferentes é tao melodiosa que parece em rima.

Um livro diferente, muito simples mas que fica, deixa historia em nós.


Depois o outro livro que terminei na noite antes do Martim nascer foi-me oferecido pelo JP, conta a gravidez semana a semana e por isso foi um livro que fui lendo semana a semana.

É muito light, uma versão muito simples e com curiosidades sobre a gravidez.





Foto de família!


Não é preciso dizer muito...

Esta é a foto que marca a nossa chegada a casa. Estamos felizes, na expectativa de a loucura que aí vem mas cheios de vontade e coragem de ver se estamos à altura do desafio.

Contamos com a família e os amigos para nos ajudarem!

terça-feira, 4 de julho de 2017

4º parto - agora a mãe!

Ainda não tinha vindo aqui porque me sinto ainda absorver tudo!

Aos poucos lembro-me de mais um ou outro pormenor e saboreio o momento.

Nunca tinha pensado num parto como um momento bonito... pelo contrário, e apesar das três experiências diferentes que tinha tido, achava tudo muito animalesco.

Quando era miúda, lembro-me de ter visto a gata da minha prima a ter gatinhos e achava que associava tudo ao mesmo :P

Sei que nada está nas nossas mãos, por isso o que vou escrever agora pode cair em "saco roto" porque sou daquelas pessoas que entrega tudo nas mãos de Deus... sempre disse que gostava de ter quatro filhos, acreditando que mudaria de ideias, porque é difícil, porque não ia ter dinheiro, porque... porque...

Apesar de nos sentirmos muito felizes e completos com as três miúdas, ficarmos grávidos do quarto não foi nenhuma desgraça, mesmo não tendo sido planeado ou esperado ou desejado ou querido. Foi uma surpresa e vivemos tudo como uma surpresa, mas vivi tudo a pensar é a ultima! (reforço a ideia de que sei que não está nas minhas mãos mas é o que sinto).

Tive sempre partos diferentes... na primeira gravidez, entrei para fazer um ctg a médica fez toque e comecei a sangrar. Era super fresquinha e sei que tive pouco mérito no trabalho de parto... não dilatei e a Guigas nasceu de cesariana. Foi um momento bonito, apesar de não poder ser partilhado com o pai, mas em que senti tirarem a miúda, ouvi-la chorar, mostrarem-na...

No parto da Matilde combinado com a médica, foi mais lento com epidural e um momento que descrevi na altura como muito bonito, ajudou-me a ganhar consciência de que é preciso fazer uma força enorme. O que retenho hoje era de várias pessoas me dizerem para fazer força e eu quando falo disso lembro-me de dizer que fiz mais força do que a minha maior força! 

No parto da Mafy dada a rapidez dos acontecimentos e por não ter conseguido levar a epidural aprendi oura coisa, é que além da minha maior força, a força tem de ser feita durante um período contínuo de tempo. Não é um bocadinho, é algum tempo seguido a fazer aquela força toda... 

Também aprendi com esta experiência toda, que há muitas coisas que não se ensinam na preparação para o parto. E que há coisas que deviam ser ditas de forma muito crua porque nós mães prestes mesmo a sê-lo ou acabadinhas de o ser, com hormonas aos trambolhões devíamos conseguir ter noção que outras mulheres passam pelo mesmo e assim já estávamos mais ou menos preparadas.

O parto do Martim, começou as 5h30 da manhã com a primeira contração. Assim que a senti percebi logo que ia ser! Outra às 6h00 e pensei: "de meia em meia hora dá para esperar e levar as miúdas à escola"... outra às 6h15: "hum se calhar não dá"... outra as 6h30: "JP é agora!"

Levantar, vestir, ligar à avó para ficar com as miúdas, preparar as coisas todas para levar e ir, chegámos ao hospital às 7h50. A enfermeira fez o toque: "3 cm, colo favorável, está muito bem e vai ser rápido".

Levaram-me para a mesma sala de dilatação onde já tinha estado quando foi a Guigas, deram-me o antibiótico porque o Stretocopus B era positivo por volta das 8h30 e fiquei à espera. Deviam ser umas 9h e tal passa a ronda das médicas, a dilatação ia em 5/6 cm vamos levar epidural.

O anestesista foi rápido a chegar e demorou meia hora a fazer tudo portanto já sem dores consegui relaxar ainda mais e entretanto o JP pôde vir ter comigo. Já tinha pedido para ele vir mas como estava a ser tudo tão rápido nem dava para o chamarem.

Por volta das 11h00 senti uma contração GIGANTE (mesmo anestesiada) e as águas rebentaram... o miúdo ficou doido e elas um pouco aflitas... Entretanto, uma mãe vai ter a criança e trocam as enfermeiras. Entra uma médica que diz que é melhor o Martim nascer, faz o toque e diz está com 9/10 cm vamos levá-la!

O JP ainda perguntou: Já? Perguntou-me se eu estava bem, disse-lhe que sim! Ficou descansado e vamos!

Já no bloco de partos entraram duas médicas, uma enviada pela minha queria Dra Amélia e percebi que seriam elas a fazer o parto. 

Perceberam, tal como eu já tinha percebido que ainda não estava no ponto e que a médica que me tinha mandado para ali se precipitou um pouco, mas conforme as contrações vinham e fui fazendo força, o Martim foi descendo.

Elas foram motivando, com tanta calma... é isso! A força é mesmo assim! Boa força! 

Mas a falar, sabem? Sem stress, sem estarem a gritar (foi para mim a grande diferença entre serem médicas ou enfermeiras a fazer o parto)... Ah! E esperavam que eu dissesse quando é que a contração vinha. Fui eu que disse sempre: vem aí uma!

E eu sentia que ele vinha aí :)

Olharam para mim e disseram: na próxima ele nasce!

Mentalizei-me e fiz força,sempre, sempre, sempre.... senti-o descer mas senti que a força ia falhar e a médica disse: não desiste!

Pensei: só mais um bocadinho e senti a cabeça dele sair. E logo, logo o resto do corpo deslizar... tal e qual lemos nos livros!

E juro que saboreei mesmo, mesmo o momento! Um momento bonito, de ternura, vivido e saboreado.

Tudo o resto é o normal, colocar em cima de mim, o pai cortar o cordão, pesar, recobro e isso tudo. O Martim nasceu às 11h34, dia 30/06/2017, com 3,4 Kg e veio pincelar a nossa vida de azul e na minha expetativa, promete pincelar a nossa vida com coisas muito boas.

A minha médica foi ver-me ao recobro e disse: no próximo já nem sabemos o que fazer para a surpreender que isto foi sempre a melhorar. Respondi-lhe: não quero próximo Dra, este foi para fechar em beleza e só tenho a agradecer-lhe por isso!

E é este sentimento que vivo, por agora! Estou a saborear tudo!







domingo, 2 de julho de 2017

This is me! This is us!



A Ritita gosta muito do filme "O Amor acontece" cuja primeira cena é num aeroporto e que explica todos os sentimentos que acontecem num aeroporto: a ansiedade, a tristeza, a alegria,...
Acho que há outro sítio que é assim, que é o hospital!

Bem ou mal, todos nós devemos passar algumas vezes pelo hospital ao longo da vida.
Neste caso, este hospital concreto, faz parte da minha vida... 

A primeira vez que me lembro, ou melhor, o momento em que o hospital Fernando da Fonseca (ou Hospital Amadora-Sintra, tal como é conhecido) passou a fazer parte da minha vida, foi no início da minha adolescência, quando um amigo nosso foi atropelado e nós quase que nos mudámos para o hospital durante o Verão.
Viemos de carro, de comboio, de autocarro. Éramos miúdos e queríamos estar juntos.
Nessa altura aprendemos a conhecer os corredores. Aprendemos a entrar pelas urgências, pelas consultas externas. Aprendemos truques para sermos mais a entrar e a passarmos a tarde no quarto. Uma vez chegámos a juntar-nos uns 15 num daqueles quartos das visitas, a jogar ao Uno! Volta e meia éramos expulsos... :)

Depois crescemos.
A minha mãe foi operada. Foi enquanto ela estava nestes quartos que recebi uma das piores chamadas da minha vida. Uma chamada de despedida que, graças a Deus, não veio a acontecer.
As estradas voltaram a trazer-me para aqui, por operações consecutivas e histórias mal explicadas.
Quis o destino que num desses internamentos acontecesse o nascimento da minha primeira filha. 
No mesmo hospital. Uns pisos abaixo.
Era quase 22h quando ganhei o epíteto de pai, pela primeira vez. Tirei uma fotografia manhosa e arrisquei-me a atravessar os corredores do hospital a essa hora. Passei de uma torre à outra e mostrei a fotografia da primeira neta à minha mãe.
Ao sair do hospital, lembro-me, como se fosse hoje, desse pensamento e sentimento de olhar para o hospital, com algumas janelas iluminadas, e de pensar que deixava ali 3 gerações de mulheres.
As mulheres mais importantes para mim: a minha mãe, a minha mulher, a minha filha.

Passaram mais alguns anos. A minha 2ª filha nasceu. No mesmo hospital.
Foi nesse hospital, noutro piso, que voltei a passar uma semana. Entre intervalos e pausas. Horas de almoço e finais de dia, uma ginástica para estar junto à minha família.

Nasceu a minha 3ª filha. Nasceu o meu 4º filho. Em ambos os momentos senti o apoio da equipa do hospital nesses momentos especiais.

Pelo caminho ainda voltei ao mesmo hospital para ver a minha avó pela última vez. Foi aqui, numa destas camas, com os mesmos lençóis, que a vi deitada e que falei com ela pela última vez.

Ao longo destes anos, houve outras vezes que a estrada me trouxe até este hospital, mas estas foram as mais marcantes.
Nos próximos anos sei que virei outras vezes.
Dessas vezes, tal como até agora, virei aqui, a este hospital, ter boas notícias e sorrir. Virei aqui ter más notícias e chorar. Virei aqui... viver a vida!

Já o disse no outro post: maus profissionais há em todo o lado mas, felizmente, a esmagadora maioria dos profissionais com quem me cruzo têm tido uma palavra de conforto, um sorriso, uma troca de experiências. E é tão melhor quando é assim!
Os seguranças e as senhoras da receção veem uma pessoa grávida e desejam que corra tudo bem. Não são máquinas. São humanos! Também eles têm mulheres ou filhas que vão ser mães ou que já foram. Também eles serão um dia pacientes...
Desta última vez aconteceu um outro fenómeno: as senhoras da receção do hospital decoraram os nomes das nossas filhas. Sabiam a nossa cama! Sorriam e perguntavam-lhes se o Martim estava bem.
Assim, durante um bocadinho, este hospital foi mesmo a nossa casa.

Este hospital faz parte da minha família.
Infelizmente a maior parte das séries norte-americanas transformam o que se vive em hospitais numa novela de affairs, entre os corredores. Mas quando olhamos para os corredores reais do hospital vemos outras coisas. Vemos que aqui há dramas. Aqui há sonhos. Aqui há pessoas que trabalham. Aqui há esperança. E as pessoas que aqui trabalham testemunham-nos todos os dias. E mesmo assim, ainda conseguem lidar com isso como se fosse a primeira vez.

Este hospital conta um bocadinho da minha história.
Este hospital conta um bocadinho da minha vida.
Sempre que estou neste hospital sinto que:

This is me!
This is us!